Bandeirinha brasileiro no Mundial de Vôlei – Japão 2018

Ele não passa de 1m63 de altura, mas até que foi um bom líbero em times amadores da comunidade brasileira no Japão. Sua paixão pelo vôlei é tanta que o paulistano Kendi Ueno fez um curso de arbitragem e foi aprovado pela Federação de Vôlei da Província de Aichi. Desde então, está habilitado a bandeirar jogos de Mundiais de Vôlei.

Ele bandeirou seis jogos do Campeonato Mundial de Vôlei Feminino-FIVB 2018, em Nagoya:

México X Sérvia
Alemanha X Sérvia
Japão X Sérvia
México X Porto Rico
Holanda X Sérvia
Holanda X EUA

Nesta reportagem, Kendi conta como ingressou na arbitragem, explica as regras da bandeirinha, suas viagens para assistir jogos e relembra sua grande amizade com a ex-jogadora Leila Barros.

Quando não veste o uniforme da federação, em dias de jogos sempre está vestido de verde amarelo. Kendi se tornou uma espécie de mascote das seleções, de tanto pedir autógrafos e selfies juntos aos astros do vôlei. Guarda com detalhes cada resultado, cada jogada emocionante, nome das jogadoras, inclusive das adversárias. É uma enciclopédia do vôlei, ou se preferir, tiete assumido. E como tal, consegue fazer reserva no mesmo hotel onde as seleções se hospedam, para estar mais próximo de seus ídolos.

Por conta do vôlei, Kendi já viajou por diversas províncias do Japão: Hokkaido, Tokyo, Saitama, Nagano, Toyama, Shizuoka, Aichi, Osaka, Okayama, Hiroshima, Fukuoka, Kumamoto e Kagoshima.

Também foi para as Filipinas em 2000 só para ver a musa Leila jogar. No ano seguinte foi para Macau e três vezes para a China, incluindo as Olimpíadas de Pequim 2008, onde assistiu a semifinal do feminino, Brasil e China, a semifinal do masculino, Brasil e Itália e as duas finais, masculino e feminino: Brasil contra Estados Unidos.

 

Kendi tem um carinho especial por Leila Barros, medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta1996 e Sydney 2000. “No começo foi difícil me aproximar da Leila, porque ela era muito assediada pela torcida, era a musa do momento. Um dia criei coragem e viajei até Toyama e consegui entregar uma bonequinha da Hello Kitty para a Leila. A partir daí, ela passou a me reconhecer e a me tratar com mais atenção”, recorda.

“simfree”